MULHER NÃO VOTA EM MULHER

O PODERIO FEMININO NÃO USADO

por Sebastião "Karburê" de Arruda Neto - publicado - atualizado em

MULHER NÃO VOTA EM MULHER

O PODERIO FEMININO NÃO USADO

Na última eleição municipal, maioria das mulheres votou em homem

Por: Sebastiao “Karbure” de Arruda Neto

Gazeta Guaçuana de hoje  -  11/junho/2016

A impressão que tenho é que, quando se trata de eleição, mulher não confia em pessoas do mesmo sexo e ainda está muito atrelada ao jugo do marido. Após as eleições municipais passada, fiz consulta a 327 mulheres que frequentaram os centros comerciais da cidade e comprovou esta tese.

A minha pesquisa não foi feita em cima de qualquer fundamentação científica. Nem teve qualquer embasamento técnico. Apenas aproveitei a oportunidade e o acesso a algumas consumidoras guaçuanas e fiz a elas alguns questionamentos, em cima dos quais eu pude observar por amostragem como vota a mulher guaçuana.

Das 327 mulheres consultadas, 71% votaram em candidatos homens e apenas 29% votaram em mulheres. A partir destes números, eu fiz uma projeção. Dos 78.000 votos válidos para vereador em 2012, 10.300 votos foram para as mulheres candidatas de todos os partidos, ou seja, 13% dos votos válidos.

Desta forma, a maioria esmagadora dos votos, 71%, foi para os candidatos homens. Isso significa que das 39.400 mulheres eleitoras da cidade, apenas 3.090 votaram em mulheres. Os 6.210 votos dos 10.300 recebidos pelas candidatas mulheres foram dados por homens.

Para chegar a esses resultados, fiz uma simples pergunta: você votou em mulher para vereadora em 2012? E as respostas foram surpreendentes.

Apesar de tanto avanço no campo dos direitos femininos, cheguei à conclusão de que a mulher ainda é muita submissa ao homem. Das eleitoras consultadas, 62% disseram que votaram conforme a vontade do marido.

Realmente a competitividade entre o sexo feminino é maior que entre os homens. As outras respostas foram: não vota em mulheres porque acredita que lhes falta capacidade ou porque não gosta e nem se interessa por política.

Outras nem se detiveram em responder, dizendo que não sabiam por que não votaram em mulheres. No entanto, as entrevistadas reconheceram uma coisa quase que de forma unanime: a mulher não é corruptível como o homem.

Depois de concluída a pesquisa, mostrei o resultado para várias de minhas entrevistadas e uma boa parte delas ficou indignada com as próprias respostas e principalmente com as respostas de diversas outras mulheres.

Hoje Mogi Guaçu não tem nenhuma vereadora eleita na Câmara. O Brasil tem atualmente várias mulheres na Câmara Federal e no Senado, mas ainda falta um longo caminho a trilhar, porque o número é muito baixo, para não dizer irrisório, em relação ao total dos homens que são deputados e senadores.

Eu espero que o singelo levantamento que fiz, sem qualquer pretensão científica ou de me transformar em o dono da verdade, possa contribuir de alguma forma para as mulheres de nossa cidade acreditem nas mulheres candidatas e votem nelas.

Afinal, neste século XXI, as mulheres estão cada dia mais preparadas para tudo, inclusive na política, tanto quanto os candidatos homens. As mulheres têm que estar cientes do poderio que têm também no campo político e que precisam apenas aprender a confiar nas pessoas do mesmo sexo para juntas irem cada vez mais longe.

 

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