BITCOIN - O RISCO DO SUSSESSO

Querem saber a minha opinião sobre biticoin?

por Pedro Cerize - gritty@inversapub.com . - publicado - atualizado em

BITCOIN  -  O RISCO DO SUSSESSO

 

Querem saber a minha opinião sobre biticoin?

Resposta:  “Não tenho a menor ideia”. 

Para parecer mais inteligente ainda, não dou uma resposta direta, só conto esta história.

 

Era uma vez dois portugueses, Arruda e Pereira. Comerciantes astutos, eles eram conhecidos por fazer qualquer negócio desde que vissem uma chance de ganhar “dinheirinha”. Uma vez, um devedor enrolado pagou Arruda com um carregamento de latas de aliche. Pelas contas, cada latinha tinha saído por 1 real. Sem saber o que fazer com aquilo, ligou para Isaac e contou o que tinha acontecido.

       

Disse que não queria ganhar nada e ofereceu o lote todo por 2 reais a latinha. Pereira , sabendo que Arruda era muito esperto, reclamou um pouco, mas para ajudar (e ganhar algum) ficou com o aliche. Arruda  ficou feliz a princípio. Mas desconfiado foi pesquisar mais sobre o tal do aliche. Viu que era usado em pizzarias e que, se vendesse no varejo, daria para ganhar um bom dinheiro. Óbvio, Pereira  era muito esperto, por isso comprou logo. Ligou para o amigo dizendo que não queria abusar da amizade e que para compensar todo o trabalho, recompraria o lote por 4 reais a lata.

 

Pereira disse que não precisava e que ele queria ficar com o carregamento. Porém, por 5 reais, poderia vender de volta. Arruda reclamou um pouco, mas sabendo do lucro que poderia ter acabou fechando. Pereira voltou feliz para casa e contou pra Sarah, sua esposa, como tinha ganhado negociando aliche. No dia seguinte, Sarah encontrou Elaine, esposa de Arruda na feira. Elaine estava animada com um negócio novo do marido: aliche. Já havia alguns compradores dispostos a pagar bem mais pelo lote. Sarah voltou correndo pra casa: “Pereira, compre de volta o aliche que esse negócio vai dar muito dinheiro”. Rapidamente ele ligou para o amigo e, com muito custo, conseguiu comprar de volta o lote por 10 reais a lata.  

 

Depois de um mês, Arruda  e Pereira  estavam ricos. Arruda, que começou com uma dívida de baixa qualidade, já tinha ganhado em 30 dias o lucro de um ano da loja. Pereira tinha em suas mãos um estoque enorme de aliche, que valia uma fortuna. Quatro seguranças armados guardavam o almoxarifado 24 horas por dia. Eis que a catástrofe chega. Pereira desesperado liga para Arruda e dá as más notícias:

         

- Arruda, você me enganou. Ontem eu e Sarah, para comemorar, abrimos uma lata de aliche (que a essa altura já valia e 1.115 reais) e descobrimos que tinha só uma pedra dentro. Todo carregamento só tinha pedra.

      

Indignado, Arruda responde: 

 

- Pereira, seu idiota, aliche não é para comer. É só para negociar!

 

Desfigurado por Sebastião “Karbure” de Arruda Neto e o original de

Pedro Cerize   - 

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